O prefeito Rafael Greca (DEM) sinalizou que pode apoiar a reeleição do governador Ratinho Júnior (PSD) em 2022 em troca do apoio para sua reeleição à prefeitura de Curitiba em 2020. “Eu estimo que o governador não queira se confrontar comigo na eleição. Porque estimo poder apoiá-lo na sua reeleição”, disse Greca em entrevista a rádio Jovem Pan. O prefeito afirmou que se trata de “um desejo de coração, sincero”. As informações são do Bem Paraná.

 

“O prefeito de Curitiba sempre pode ser candidato a governador do Estado. Porque 40% da população do Paraná vive na Grande Curitiba. Mas eu não tenho vontade de ser governador do Estado. Eu não me vejo administrando presídios, forças policiais. Eu prefiro ficar cuidando de Curitiba”, alegou. “No contraponto histórico, é melhor ficar em Florença cuidando do museu e da catedral do que ficar cuidando da masmorra em Roma”, comparou Greca.

O prefeito também minimizou a possibilidade do deputado Fernando Francischini (PSL) se candidatar à prefeitura no ano que vem com o apoio do presidente Jair Bolsonaro (PSL). “Eu não sei se o presidente gosta tanto do Francischini assim. Diria que não. Não tenho certeza”, ironizou.

Greca também alfinetou seu antecessor no cargo, o ex-prefeito e hoje deputado Gustavo Fruet (PDT), apontado como pré-candidato às eleições do ano que vem. “Eu acho que todos os deputados federais têm a obrigação de ficar em Brasília e ajudar a cidade em Brasília no mandato que receberam. Querer ser prefeito de Curitiba é atrelar, colocar os bois da sua ambição na frente do carro da história”, criticou.

O prefeito afirmou ainda que pretende repetir no ano que vem a chapa com o atual vice-prefeito, Eduardo Pimentel, mas não “bateu o martelo” sobre isso. “Eu estou muito feliz com o Eduardo Slaviero Pimentel. Ele é um vice impecável. Vamos ver se politicamente as coisas de desenrolam para que ele permaneça meu vice e a chapa não mude”, disse.

 
“No processo político não é como na engenharia. Dr Parigot de Souza, nosso querido governador que fundou a Copel, que era um grande engenheiro, dizia que a política era uma parede construída com tijolinhos cheios de vontade. Você coloca um tijolo em cima do outro de noite, de manhã você vai olhar o muro, já mudou de lugar, os tijolos saíram andando. Mudam de lugar, ficam com outras ideias. É muito complicada a política”, argumentou.