O ministro de infraestrutura, Tarcísio de Freitas, disse que o Brasil tem condições de ser um dos maiores mercados de aviação do mundo.

Ele deu a declaração após o Congresso aprovar uma medida provisória que permite que as companhias aéreas instaladas no país tenham até 100% de capital estrangeiro.

“O Brasil tem condições de ser o terceiro mercado de aviões do mundo. Hoje, o país é o sexto maior”, disse Tarcísio.

Em entrevista à Sputnik Brasil, a economista Juliana Inhasz, coordenadora de Graduação do Curso de Economia do Insper, disse que o ministro se precipitou em suas declarações.

“É um pouco precipitado, a gente entende uma parte desse otimismo muito pelo fato de que todo nós queremos muito que esse país comece a dar passos significantes para frente”, disse.

Juliana Inhasz disse que, por mais que o Brasil tenha perspectivas um pouco mais positivas em relação no setor de aviação aos outros anos, ainda não é suficiente para tamanho otimismo.

“A gente tem perspectivas boas, um otimismo que pode ser de certa forma embasado, mas sem dúvida a gente não tem uma condição necessária e suficiente para que a gente consiga ter esse quadro. Parece que a realidade ainda falta um pouco à fala do ministro”, afirmou.

Tarcísio de Freitas destacou ainda que o preço das passagens deve voltar a cair a partir do fim do ano.

“Estamos negociando com governadores para que o preço de combustível caia com uma possível redução do ICMS sobre o querosene da aviação. Além disso, estamos fazendo acordos de céus abertos com países amigos”, afirmou Freitas.

Juliana Inhasz destacou que mesmo que o preço caia, é possível que o consumidor ainda se mostre receoso em relação ao preço das passagens.

“A gente tem percebido uma grande mudança no perfil do consumidor nos últimos anos, a crise fez muito com que o consumidor repensasse seus gastos, redefinisse de alguma forma suas preferências. As possibilidades foram repensadas, os recursos começaram a ser realocados, de modo que realmente hoje a gente tem um consumidor muito diferente daquele que nós tínhamos antes da crise”, completou.

Sputnik Brasil