Foto: Hully Paiva/SMCS

Capacete, luvas e uma mochila com medicamentos. Cíntia do Rocio Costa, auxiliar de enfermagem da Unidade de Saúde Ouvidor Pardinho (Centro), uniu o amor pelo ciclismo ao trabalho de combate ao novo coronavírus.

Toda tarde ela pedala pelas ciclovias e ruas mais calmas da região central para entregar medicamentos de uso contínuo a pacientes idosos ou com doenças crônicas que não podem ir até a US, pois fazem parte do grupo de risco para covid-19.

“Pedalar é minha paixão, então só juntei as coisas para colaborar com quem mais precisa do isolamento domiciliar, porque agora é tudo que precisamos fazer, ajudar uns aos outros”, disse Cíntia.

Por dia, Cíntia chega a pedalar até 15 quilômetros e faz cerca de cinco atendimentos numa tarde. Outras equipes da US também fazem entregas na região.

A entrega de medicamentos de uso contínuo para idosos com problemas de locomoção e acamados acontece em todas as unidades da cidade. A medida da Secretaria Municipal da Saúde mantém em isolamento domiciliar pacientes mais vulneráveis ao novo coronavírus e evita que interrompam seus tratamentos.

Quem precisar dos serviços deve ligar na unidade de saúde onde faz tratamento. Na Ouvidor Pardinho, a solicitação é feita pelo (41) 3321 2751, das 7h às 13h. Um funcionário avalia o pedido, faz a triagem e separa os medicamentos para entrega.

“Temos um grande número de idosos atendidos, por isso a prioridade é atender quem realmente não possa vir buscar o medicamento”, alerta Carla Bastista Grabela, enfermeira e autoridade sanitária da US Ouvidor Pardinho.

Na porta de casa

Cardiopata e com artrose, a dona de casa Suzete Gusso, 68 anos, mora sozinha no bairro Rebouças e usa medicamentos continuamente. Ela solicitou atendimento domiciliar e recebeu a medicação do mês na porta de casa.

“Sempre foi muito bem atendia na unidade, mas agora é excelência mesmo. Sem essa entrega precisaria ir até a unidade buscar, o que pra mim seria muito arriscado, disse Suzete.

Outra paciente atendida pela entrega de bike é Jussara Richi, de 72 anos, que cuida da mãe de 101 anos.

“Nenhuma de nós pode sair nesse momento, eu pela minha condição de doença crônica e ela por ser acamada. Liguei hoje pela manhã e agora a tarde o remédio chegou.”