Prefeito Rafael Greca, abre ao lado do secretário do Abastecimento, Luis Dâmaso Guzzi, o Seminário Araucária Preservação e Cadeia Produtiva. Foto: Pedro Ribas/SMCS

Curitiba vai desenvolver uma política municipal de nutrição com base nas araucárias e nos pinhões. As discussões e os trabalhos tiveram início nesta segunda-feira, Dia Nacional da Araucária, no seminário “Araucária: preservação e cadeia produtiva”.

O seminário é organizado pela Prefeitura e tem a participação da Embrapa Florestas, Instituto Emater Paraná e Universidade Federal do Paraná. A reunião de trabalho seguirá durante todo o dia, com palestras, painéis e discussões no Salão Nobre da Prefeitura.

O evento marca a mudança de nome e de atribuições da Secretaria Municipal do Abastecimento para Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional.

Também será discutido o que há de melhor em termos de produção de araucárias, assistência técnica, pesquisa e segurança alimentar. O prefeito Rafael Greca fez a palestra de abertura do evento e explicou a importância que a araucária tem para a cidade e o Estado.

“A araucária vem da pré-história, segundo as pesquisas é uma botânica antes da nossa botânica, remonta ao tempo dos dinossauros. Essa árvore sobrevivente deu seu nome a nossa cidade. Curitiba quer dizer muito pinhão”, explicou Greca.

O prefeito também falou que além da preservação, Curitiba quer avançar com uma política de educação alimentar baseada nas araucárias.

“A farinha de pinhão é adotada pelos celíacos. É com grande alegria que vejo se abrir esse horizonte para criação de uma nova cadeia produtiva”, disse o prefeito.

“Com fazendas de araucárias somos capazes de produzir farinha de pinhão própria para os celíacos do mundo inteiro consumirem”, afirmou Greca.

Luiz Gusi, secretário de Segurança Alimentar e Nutricional, explicou que será criado um grupo para trabalhar em conjunto dentro do Programa Pró-Metrópole. O trabalho vai envolver as araucárias e os pinhões.

“Nossa intenção é lançar o polo de excelência do pinhão. Não queremos apenas tornar o pinhão cada vez mais uma fonte de renda para o agricultor, mas torná-lo também estratégico dentro do processo de segurança alimentar e nutricional da cidade”, afirmou Gusi.

Segundo Greca, o desenvolvimento da política de nutrição com base nas araucárias vai trazer muitos benefícios para cidade.

“Vamos produzir pinhão, vamos dar um futuro para o nosso passado. Vamos legar aos que vão nascer a beleza dessa mata nativa que deu o nome sagrado a essa cidade. Precisamos preservar as araucárias”, definiu Greca.

Sabores do Pinhão

O seminário “Araucária: preservação e cadeia produtiva” integra a programação da segunda edição do Festival Sabores do Pinhão. O encerramento do festival será de quarta-feira (26/6) até domingo (30/6).

Nestes dias, a Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional vai montar uma estrutura na Rua General Carneiro, ao lado do Mercado Municipal de Curitiba, e o pinhão será o ingrediente principal de diferentes receitas gastronômicas.

Presenças

Participaram da abertura do seminário o superintendente de Segurança Alimentar e Nutricional, Edson Rivelino Pereira; a presidente da Associação dos Celíacos do Paraná (Acelpar), Ana Cláudia Cendofanti; o diretor técnico do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Natalino Avance de Souza; o chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Sergio Gaiad; Carmem Tuíte, do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE); o presidente do Conselho Federal de Biologia, Jorge Augusto Calado Afonso; o administrador regional da Matriz, José Dirceu de Matos; e Felipe Thiago de Jesus, dos Jardins de Mel.