Na carta que a delegação norte-coreana apresentou na sessão da União Interparlamentar através chefe do Conselho da Federação da Rússia (Senado), Valentina Matvienko, para o presidente russo Vladimir Putin, Pyongyang diz preparada para realizar um ataque nuclear contra os Estados Unidos.

A liderança estadunidense em Washington foi informada sobre o conteúdo da carta, o que fez os EUA mudarem o posicionamento sobre a crise norte-coreana, disse à Sputnik uma fonte familiar às negociações diplomáticas.

Matvienko já tinha confirmado no início de outubro que recebeu uma carta da delegação norte-coreana dirigida ao presidente russo Vladimir Putin na Assembleia da União Interparlamentar.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse hoje mais cedo que desconhecia a existência de qualquer carta enviada pela liderança norte-coreana para Vladimir Putin.

Esforços pela paz

A notícia aparece dias depois de Vladimir Putin declarar em uma coletiva de imprensa que a Rússia e a China compartilham da mesma opinião sobre a crise na península coreana e fazer um apelo pelo diálogo. O presidente também disse que era essencial “primeiro interromper a retórica, interromper todas as manifestações de agressão de todos os lados e sentar-se na mesa de negociações eventualmente para encontrar uma solução para a crise do desdobramento”.

A questão da Coreia do Norte está na agenda da visita do presidente dos EUA, Donald Trump, aos países asiáticos. Antes da turnê, que inclui países como Japão, Coreia do Sul, Filipinas, Vietnã e China, Trump disse que esperava que Vladimir Putin ajudasse a resolver a crise norte-coreana.

Trump: Putin poderia ajudar na questão de Pyongyang, mas ainda ‘favorece Coreia do Norte’

Presidente americano declarou que seu homólogo russo, Vladimir Putin, poderia “realmente ajudar” os EUA a resolver a crise norte-coreana, informa a agência Bloomberg.

No entanto, segundo Trump, Rússia continua “favorecendo a Coreia do Norte”.

Não obstante, segundo afirmou Trump à Bloomberg, durante a conversa com Putin ele não discutiu o assunto da Coreia do Norte e por isso planeja realizar mais um encontro.

 

Sputnik Brasil