O Banco Central do Chile informou que intervirá no mercado cambial através da venda de US$ 20 milhões (R$ 84 milhões) entre dezembro e maio de 2020 para conter a desvalorização do peso.

“Os acontecimentos ocorridos em nosso país nas últimas semanas afetaram o funcionamento normal da economia. Esta situação foi agravada pela recente e prolongada tensão e incerteza […] Por essa razão […] o Conselho do Banco Central do Chile decidiu implementar um programa de venda de moedas”, comunicou o Banco Central.

As confrontos no Chile se iniciaram no dia 14 de outubro devido a um aumento de 30 pesos (R$ 0,15) no preço da passagem do metrô de Santiago, que posteriormente, foi anulada pelo presidente Sebastián Piñera.

Entretanto, os protestos continuaram com outras reivindicações sociais, fazendo com que a situação ficasse ainda mais tensa.

Nesta quarta-feira (28), o ministro da Economia, Lucas Palacios, assegurou que a alta do dólar não repercutiria imediatamente no custo de vida.

“No curto prazo, não terá um impacto muito forte na vida das pessoas, porém, dentro de alguns meses, os custos aumentarão e isso não é bom para o país, por isso o ideal é que a paz retorne, pois dessa forma também haverá uma maior confiança no peso chileno, então o dólar será estabilizado e deixará de subir”, afirmou o ministro à rádio FM Dos.

O Banco Central também afirmou que manterá os programas de liquidez de pesos e moedas no mercado até 29 de maio de 2020.

“O Conselho do Banco Central reitera que seguirá usando todas as ferramentas disponíveis para alcançar os objetivos permitidos pela lei, em particular, manter o funcionamento dos pagamentos internos e externos com normalidade, e fazer com que a inflação permaneça em 3% no horizonte político de dois anos”, concluiu.

Sputnik Brasil