Bom, para começar vamos falar um pouco sobre o que é cerveja, que segundo o Wikipédia, além de ser a provável mais antiga bebida alcoólica que se tem conhecimento, mais especificamente a cerveja Pilsen, é a bebida mais popular do mundo ficando atrás apenas de água e chá. Existem diversos tipos de cervejas que trazem métodos diferentes de fermentação e composição, mas a Pilsen que corresponde a maior e mais popular produção, tem ou deveria ter a seguinte composição:

Água; malte de cevada; levedura de cerveja para produzir a fermentação, e o lúpulo. Essa é a composição do que é aceito como Cerveja.

Dentro do processo de fermentação espera-se, que uma bebida tão antiga quanto a civilização tenha seu próprio método de conservação, o lúpulo exerce essa função e algumas outras na Cerveja. Ou seja, a Cerveja (com ‘C’ maiúsculo) tem em sua fórmula um conservante natural e nesse tempo todo de simbiose entre ela e o homem, estão os dois mais que adaptados um ao outro, tornando-a verdadeiramente saudável (ou o mais perto possível disso).

Todo mundo sabe que ingerir bebidas alcoólicas demais faz mal, existem limites nisso, o problema é quando qualquer quantidade faz mal. Por isso resolvi escrever esse post, pois hoje em dia percebo que pouca gente sabe o que está bebendo de fato. A grande maioria das cervejas no mercado não são cervejas, a formula delas difere muito do que é conhecido milenarmente. Na minha opinião nem deveria ser permitido por lei chamar o que tem se vendido no país de cerveja.

Vou dar um exemplo prático: se pegamos leite de vaca, misturamos nele 40% de leite de soja, podemos ainda chamar esse produto de ‘leite de vaca’? Mas não para aí, mistura ainda ao leite, conservantes industriais, corantes, essências e mais uma boa quantidade de químicas. Isso é mesmo leite? Isso é o que aconteceu com as cervejas populares no Brasil. Para entender melhor vamos voltar ao título do post.

Por que você deve beber cervejas artesanais ou Heineken

Lembrando do que foi exposto acima vamos agora olhar para as mais populares marcas de cerveja. Selecionei alem da Heineken, a Antárctica  e a Stella Artois. Apenas essas duas pois Antárctica, Skol, Brahma, Kaiser e outras da mesma faixa de preço tem mais ou menos a mesma fórmula, já a Stella Artois se difere um pouco na formula e no preço e assim como a Heineken custa em média r$1,00 a mais, sendo que no caso da Stella Artois, se não me engano, vem 100mls a menos. Stella Artois é das cervejas fabricadas pela Ambev a que concorre, ou deveria, com a Heineken, por isso mais a frente vou fazer um comparativo exclusivo entre as duas.

Acontece que tirando a Heineken e as cervejas artesanais, todas as cervejas pilsen de preços populares no Brasil não são feitas de cevada e lúpulo, oficialmente elas tem (se não me engano) 40% de ‘cereais não maltados’, que pode ser traduzido como ‘milho’. Essa é a quantia que a lei brasileira permiti para que continue sendo vendida com o nome de cerveja. E pasmem: legisladores que defendem interesses da industria em questão, estão querendo mudar a lei para que os cereais não maltados possam representar 60% da fórmula!!! Isso não é cerveja, não importa se a lei permite que essa bebida de milho leve o nome de cerveja na prateleira do mercado, mas não é cerveja. Não é a bebida milenar ao qual nosso corpo já está ‘geneticamente’ adaptado e que se conserva por conta própria.

O sabor não é o único a ser prejudicado com essa ‘nova’ formula, para ser comercializável é adicionado também conservantes artificiais para essa bebida de milho não estragar, o que é MUITO prejudicial a sua saúde. Acredite a Heineken tem APENAS água, malte e lúpulo, nada mais… Pode se dizer que ela é um produto natural. Já na formula da longNeck Antártica você vai encontrar: Água, Malte, Cereais não maltados, Carboidratos, Lúpulo, Antioxidante INS 316 e Estabilizante INS 405. Essa fórmula se repete nas cervejas como Antártica Original (que eu não sei o que tem de original nela), Bohemia (uma boa cerveja que foi estragada pela sede de lucro), Skol e provavelmente em todas as outras cervejas de boteco, seja Ambev ou não.

 

Desculpa Ambev, MAS ISSO NÃO É CERVEJA!

A Stella Artois que seria a cerveja da Ambev produzida para concorrer com a Heineken tem a formula um pouco melhor:  Água, Malte, Cereais não maltados, Lúpulo, Antioxidante INS 316. Aparentemente um conservante a menos, entretanto ela custa mais ou menos o mesmo que a Heineken, sendo que a unidade tem apenas 275mls, enquanto a Henineken tem 355mls.

Nos países da Europa é impensável produzir alguma cerveja com milho. Em alguns países existe, inclusive, proibição pura e simples. O milho na cerveja pode ser considerado um “xarope de milho”, que engorda e estufa o estômago.

 

Conclusão

Se você quer beber Cerveja, pague a mais e peça cervejas artesanais nacionais, importadas da Europa e México ou Heineken; quer beber um composto de milho e outras coisas OK, mas acho que é valida a reflexão sobre saúde e canibalismo de mercado. Porque além de prejudicar o sabor, essas ‘cervejas’ de milho põe em risco a sua saúde. Tudo bem, todos sabemos que é bebida alcoólica e faz mal, mas a fórmula original está a tanto tempo acompanhado a humanidade que o simples consumo esportivo não deve causar maiores danos do que a embriagues (é bom conferir com um médico),  por outro lado já está muito bem difundido os prejuízos causados pelos conservantes industriais.

 

Leon Prado com redação