Na quarta-feira passada o Brasil registrou 42.725 pessoas infectadas e 1185 mortes nas últimas 24 horas e o governo, que havia estimado tendência de queda, volta atrás que curva de contaminação está em alta

Após informar, na semana passada, que havia uma tendência de queda na curva de novos casos e mortes pelo novo coronavírus (Covid-19), o Ministério da Saúde foi obrigado a voltar atrás e reconhecer, nesta quarta-feira (24), que a doença segue aumentando, e muito, no país. O número de casos novos da doença aumentou 22% na última semana epidemiológica.

Em apenas 24 horas, o Brasil registrou mais 42.725 pessoas infectadas e 1185 mortes, totalizando 1.188.631 casos confirmados e 53. 830 óbitos pela Covid-19.

De acordo com os dados do Ministério, o país teve 7.256 óbitos registrados na semana epidemiológica de 14 e 20 de junho. Na semana anterior, tinham sido 6.790 mortes, o que representa agora um aumento de 7%. A média diária de novas mortes voltou a registrar avanço após um primeiro sinal de queda.

Na região do Centro-Oeste, o número de casos confirmados do novo coronavírus quase dobrou na comparação entre as duas últimas semanas. Houve aumento de 98% do número de casos e 59% do número de óbitos.

Na região Sul, também teve aumento 76% do número de casos e 46% do número de mortes no período.

Já na região Sudeste, o crescimento foi de 26% no número de casos e 30% no número de óbitos nas semanas epidemiológicas.

O Nordeste teve aumento de 14% dos casos e redução de 11% dos óbitos, enquanto o Norte houve redução tanto do número de casos quanto de óbitos.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, o novo coronavírus também avança ao interior. Segundo a pasta, atualmente, 4.937 municípios do país, cerca de 88,6% do total, já registram casos da Covid-19. Dados também apontam uma redução no total de casos nas capitais e aumento nas outras cidades.

SP tem aumento de casos e mortes

O estado de São Paulo, que está em processo de reabertura da economia há duas semanas, registrou o segundo maior número de novos casos de coronavírus em 24 horas desde o início da pandemia. Foram 9.347 casos confirmados nesta quarta-feira (24), totalizando 238.822 casos.

O recorde ainda é de 19 mil registros, que foi no último dia 19 de junho. Na ocasião, porém, um problema no sistema do governo causou um atraso de dados e acumulou dois dias de contagem.

Na última terça-feira (23), o estado registrou recorde de óbitos em 24 horas, foram 434. Nesta quarta, foram mais 284 –  atingindo 13.352 mortes no total.

Mesmo com o crescimento de casos e em número de óbitos, o estado já planeja a reabertura das escolas para setembro. Já estão abertos shoppings e lojas de ruas, em muitos locais com aglomerações todos os dias e muitas pessoas sem máscaras.

Escalada de casos em MG

Minas Gerais tem registrado um avanço nos casos confirmados no interior e na capital, a taxa de ocupação de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) no estado atingiu 90,6% na segunda-feira (22) e deixou Minas perto do próxima  colapso na área da saúde.

Os números saltaram e tiraram o estado da zona de tranquilidade que tinha, em comparação ao cenário nacional, depois da flexibilização da economia em várias regiões, incluindo Belo Horizonte. Há um mês, a ocupação total de leitos de UTI no estado era de 69%.

O percentual de ocupação de UTIs acima de 90% em seis das 14 macrorregiões de saúde do estado. As regiões de Belo Horizonte, Uberlândia e Juiz de Fora estão entre elas.

No boletim desta quarta, Minas Gerais atingiu 31.343 casos de Covid-19 confirmados e 771 mortes. As internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave tiveram aumento de 718% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Mato Grosso

Situação também é complicada em Mato Grosso, que continua com uma escalada no número de pacientes graves. A ocupação dos leitos de UTI, que há duas semanas era de 13%, saltou para 76% na semana passada e 87% nesta semana. O estado foi um dos primeiros a autorizar a reabertura de comércio e de parques públicos.

A situação é mais grave no interior que já beira o colapso. Nas cidades de Rondonópolis, Cáceres e Sorriso, a ocupação dos leitos era de 100% nesta terça-feira (22). Em Várzea Grande, cidade da Grande Cuiabá, apenas um dos 40 leitos de UTI para pacientes com Covid-19 estava disponível.

Os estados de Roraima, Mato Grosso e Rio Grande do Norte também aparecem na de crescimento do número de casos graves da doença.

Nordeste

Maranhão, Pernambuco e Ceará também registraram ocupação acima de 80%, porém vivem uma desaceleração no número de casos graves.

Redação CUT