A marcha também serve para denunciar as violações da democracia protagonizadas pela própria justiça brasileira (Foto: Reprodução/Brasil de Fato)

Do Brasil de Fato

De chinelos, o trabalhador rural João Marcos dos Santos, de 82 anos, caminha os 16 km do segundo dia da Marcha Nacional Lula Livre tranquilamente, na manhã deste sábado (11). “Alguns jovens ficam para trás. Mas eu aguento. Muito tempo trabalhando na roça”, comenta.

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“Estou lutando para ter um pedacinho de terra no resto da vida, depois de todo esse tempo trabalhando na terra dos outros”, explica o agricultor que junto a outros 5 mil camponeses de todo o Brasil marcham rumo à Brasília para defender o direito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ser candidato à Presidência da República.

Os marchantes se dividiram em três colunas de cidades próximas à capital federal. Ao todo, serão cerca de 50 quilômetros de caminhada. As atividades começaram na tarde desta sexta-feira (10), com o lançamento nas cidades em que cada uma das colunas partiu. A expectativa é que as três colunas se encontrem na chegada em Brasília, no próximo dia 14 de agosto, para participarem do ato de registro da candidatura de Lula, no dia 15.

Um dos grupos partiu da cidade de Formosa (GO), outros manifestantes saíram de Luziânia (GO) e a terceira coluna seguiu da cidade de Engenho das Lages (DF).

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Coluna Prestes

As três caravanas que constroem a Marcha Lula Livre levam nomes de lutadores do povo e homenageiam sua luta. Conhecido como cavaleiro da esperança, Luiz Carlos Prestes foi o comandante da Coluna Prestes, movimento político realizado entre 1924 e 1927 contra o coronelismo brasileiro.

A coluna é composta por cerca de 2 mil pessoas, que saíram de seus estados no sul e sudeste do país para participar da Marcha. Os estados de Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, compõe a Coluna Prestes, que saiu de Luziânia (GO) em direção a Valparaíso de Goiás (GO), na manhã deste sábado (11).

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Tereza de Benguela

As delegações que compõem a coluna Tereza de Benguela saíram por volta das 6h30 do quilômetro 22 da BR-060, em Engenho das Lages (DF). Os militantes caminharam cerca de 16,5 km da rodovia, e chegaram à cidade-satélite de Samambaia (DF) por volta das 11h30 deste sábado.

A coluna reúne cerca de mil militantes dos estados Goiás, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Maranhão, Pará e Distrito Federal.

As delegações da Amazônia e do centro-oeste decidiram nomear a coluna em homenagem à liderança quilombola que atuou contra o regime escravocrata na região do atual estado do Mato Grosso.

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Ligas Camponesas

A delegação dos estados do Nordeste, por sua vez, resolveram homenagear um movimento que teve início na região, e com o tempo se espalhou para outras partes do país. A Coluna Ligas Camponesas relembra a organização camponesa surgida em 1945, sendo um dos movimentos mais importantes em defesa reforma agrária e da melhoria das condições de vida no campo no Brasil.

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DCM