Campanha da Prefeitura é importante, diz comerciante. Foto: Divulgação

Os efeitos da pandemia do coronavirus transformaram a vida família do microempresário Ricardo Utida.  Além da queda no movimento de até 50% na loja da família Norissa Presentes, localizada na Rua Frederico Lambertucci, 481, no Fazendinha, ele teve que afastar o pai e mãe dos negócios por causa do risco de contágio.

“Ficamos só eu e minha irmã tocando a loja”, explicou. Agora, que os negócios estão começando a reagir, Ricardo ressaltou a importância da campanha da Prefeitura Compre no Bairro, que incentiva o consumo no comércio local.

“Acho muito interessante. Nesse momento em que todo mundo está lutando para se reerguer um ajuda o outro. Nós estamos fazendo promoções nas redes sociais. O importante é não baixar a cabeça”, defendeu.

Apoio aos pequenos

Além de valorizar o comércio local, a campanha Compre no Bairro desestimula as saídas mais longas e reforça o distanciamento social, necessário para conter a transmissão da covid-19.

O objetivo da campanha é apoiar pequenos empreendimentos como o de Ricardo a vencer a crise e progredir. “Nós trabalhamos com utilidades domésticas em geral e brinquedos e estamos lutando para manter o negócio”, garantiu.

Como funciona

No site comprenobairro.curitiba.pr.gov.br, os curitibanos encontram os pequenos comerciantes estabelecidos na sua região pelo tipo de serviço que procuram, em 26 categorias, como: salões de beleza, restaurantes, roupas, padarias, barbearias, brinquedos, pet shop, açougue, farmácias, entre outros.

Os comerciantes que ainda não aparecem na pesquisa podem incluir seu empreendimento a partir de um link no site que os redireciona para o cadastro no Google. Também podem fazer o download de cartazes da campanha personalizados com o nome do seu bairro.

Pequenos sofrem mais

A campanha Compre no Bairro foi criada para incentivar a retomada econômica dos pequenos negócios. “O microempreendedor sofre mais com os efeitos da pandemia”, explicou Cris Alessi, presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação S/A.

Curitiba tem 137,2 mil microempreendedores individuais (MEIs) atuando em várias áreas, como salões de beleza, vestuário, panificação, alimentos. As atividades econômicas estão pulverizadas pela cidade, o que auxilia a população a evitar grandes deslocamentos para adquirir produtos e serviços.

“O planejamento urbano favoreceu essa distribuição do comércio. O Ippuc está realizando um novo estudo para impulsionar ainda mais as economias locais”, citou Cris Alessi.

Nesse estudo, o Ippuc mapeia áreas de grande circulação de pessoas e comércio nas dez regionais da cidade, que vão embasar projetos futuros para garantir a segurança, distanciamento social e fomentar o comércio e serviços nessas chamadas centralidades funcionais de Curitiba no pós-pandemia.

Na Regional Portão/Fazendinha, um dos exemplos de centralidade é a Avenida República Argentina.