Podcast: Lemann era o símbolo da excelência da Casa Grande colonizada!

Paulo Henrique Amorim  – Conversa Afiada

Olá, tudo bem?

Esse podcast é sobre o triste fim de um espertalhão que se transformou no sonho de consumo dos empreendedores brasileiros.

Trata-se de Jorge Paulo Lemann e seus sócios Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira.

Uns jênios.

Decantados no PiG como os brasileiros mais bem sucedidos do mundo globalizado – e, portanto, merecedores de respeito e admiração infinitas.

Eles tinham um Deus: o lucro!

A devoção ao lucro e a sua busca se tornaram uma seita de adeptos fervorosos.

Eles chegaram ao cume: passaram a ser empreendedores da Educassão, na tentativa de produzir lucrófilos como eles.

Criaram a Lucrofilia!

Eles começaram a carreira globalizada com um embuste.

Donos da Brahma compraram a Antarctica, criaram a Ambev – um nome de curso internacional, como Petrobrax… – e apresentaram como a primeira multinacional brasileira.

Mentira: já era uma empresa belga, com fábricas no Brasil, onde é mais fácil explorar a mão de obra escrava – como se sabe, a desigualdade de renda nunca foi tão alta: os golpistas canalhas só têm o que comemorar…

Eles deram um outro golpe das Arábias.

Ou melhor, de Higienópolis, porque foi praticado à custa do Príncipe da Privataria, o FHC, o mais ilustre morador de Higienópolis…

Na Privataria do FHC, os três brasileirinhos lucrófilos eram sócios de um malfadado grupo que um ministro do FHC chamou de “telegangue” – compraram a Telemar sem ter um tusta!

É o que o Conversa Afiada chama de “patranha da BrOi“.

O mercado internacional – de mais parvos do que aqui – passou a admirar a ousadia dos três brasileiros lucrófilos.

E eles passaram a usar a mesma tecnologia aquisitiva para comprar empresas que produziam serviços essenciais ao bem da Humanidade e à prosperidade da indústria mundial: hambúrguer, ketchup, molho de mostarda e queijo catupiry, feito na Filadélfia.

Foram tão espertos que engabelaram o maior jênio da lucrofilia mundial, o mito Warren Buffett, o homem mais rico e admirado no mundo empreendedor daqui e alhures.

A sociedade entre os brasileiros e Buffett, em 2015, mereceu na imprensa nativa – como diz o Mino Carta – uivos de euforia, como se a Exxon tivesse comprado a Petrobrax!

Maravilha!

Os Estados Unidos se curvam à genialidade de três brasileiros!

Um dia a gente chega lá!

Quem se globaliza se imortaliza!

Vou comer pizza com ketchup!

Passar molho de mostarda no pão francês!

Viva o Brasil, Brasil!, com aquela intonação patriótica do Galvão Bueno!

Até que…

Até que os três brasileirinhos jeniais tiveram que confessar aos acionistas que eram processados pela instituição americana que fica de olho nas empresas negociadas em bolsa.

(Aqui, esse órgão está para instalar-se, uma tal de CVM, não confundir com CVC…)

As ações da empresa lucrófila desabaram vertiginosamente de forma irrecuperável.

Porque a autoridade americana descobriu qual era a mágica dos brasileirinhos: cortar, cortar, degolar a mão-de-obra a sangue frio, não investir – e dar lucro, dar lucro, dar lucro.

Os acionistas enchem a burra de dinheiro, as empresas quebram e os empregados… os empregados… que se…!

Não passavam, como se diz no Rio de Janeiro, de onde se originam, de malandros meleca…

Compram barato, sugam a empresa, puxam as ações e vendem.

E se pirulitam com o dinheiro.

O próprio Warren Buffett, o maior dos malandros do tipo meleca, confessa: “pagamos demais pela Kraft”!

Chega ao fim outra aventura do Macunaíma.

Mas, a Teologia da Lucrofilia está mais sólida do que nunca.

Tão sólida que ainda vai se desmanchar no ar…

Ah, desculpe, antes que me esqueça.

jênio principal dos meleca mora na Suíça. Precisa desenhar?