por Weden Alves
O Globo diz que a prisão de Queiroz enquadrou o Ocupante
A Folha propõe amarelo até o fim do mandato (uma simbologia óbvia demais para alertar o Ocupante de que ele está a ponto de ser impedido).
E FHC defende que só ele cai se continuar errando.
O que há de comum entre esses “atores” da política nacional?
Tudo.
O Brasil é uma corte e o grande capital geralmente tem os mesmos interlocutores.  Folha e Globo são parte da Corte, e funcionam como chancelaria.
E FHC é um membro vitalício desse universo dos donos do poder.  Eu, por exemplo, desisti quando ele disse, um ano antes, que Dilma iria cair. É que o pacto estava concluído.
Mas o que eles estão dizendo afinal sobre o Ocupante?
Eles estão dizendo que ele foi neutralizado, que os anticorpos do poder já assumiram o controle. Que ele deve se comportar a partir de agora.
São dois os francos que o encurralaram.
De um lado o Congresso. O Centrão (Direitão) definirá ministros e o que pode ou não pode ser aprovado. Há pedidos de impeachment na gaveta. Mas que só serão tocados se ele desobedecer as regras impostas.
Do outro, o Judiciário, com o trunfo Queiroz. Nos próximos dois anos, o Judiciário deve cozinhar o galo em fogo brando, nem tão quente que esteja pronto antes do tempo; nem tão frio, que o faça esquecer que ele, o Ocupante, está sob custódia.
A chancelaria vai continuar alternando períodos de ataques e relaxamentos. Só pra lembrá-lo quem são os senhores desse engenho.
Quanto aos militares, eles não tem qualquer autonomia nisso. As elites os tratam como sentinelas em guaritas de condomínio.
Aliás a chancelaria já deu alguns alertas de que pode partir pra cima deles se saírem dos seus postes. Um general não resistiria a uma semana de artilharia pesada de mídia. “Apenas sirvam”. É o recado.
Mas no que consiste o acordo?
1. Que ele cale a boca, que não provoque crises estúpidas
2. Que ele não tente desafiar o Congresso, o Judiciário e a Grande Mídia.
3. Que ele não atrapalhe os negócios, ainda mais nesse momento agonizante
4. Que ele desmobilize suas milícias digitais e policiais.
5. Enfim, que ele esqueça 2022. Porque se não for por bem será por mal. Não é o caso de chegar “enfraquecido” em 2022. É muito arriscado deixar chegar como candidato..É antes que ele anuncie que não vai seguir. Caso contrário sairá algemado do Palácio.
Mas ele vai cumprir o acordo?
Bem. Manda quem pode. Obedece quem tem juízo.