Mesmo com a Operação Carne Fraca, ação da  Polícia Federal que fechou frigoríficos e provocou o embargo de alguns países para as exportações da carne produzido no Brasil, as vendas de carnes suína, bovina e de frango para o exterior tiveram aumento de 4,4% em março, na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Os números são do Ministério do Desenvolvimento, Comércio Exterior e Serviços, segundo o critério da média diária, que leva em conta o valor negociado por dia útil. No total, o valor exportado subiu 9% no mesmo período.
Analisadas separadamente, as exportações de carne bovina foram as únicas que tiveram queda no mês. Houve redução de 6,1% na comparação com março do ano, de acordo com o critério da média diária.
As vendas de carne bovina também caíram 1,7% levando em consideração o valor total exportado em todo o mês passado, ficando em US$ 404 milhões ante US$ 411 milhões em março de 2016.
Houve crescimento nas exportações de carne suína e de frango levando-se em conta tanto a média diária – aumento de 43,2% para a suína e 7% para a carne de frango – quanto o valor total exportado no mês na comparação com o mesmo período do ano passado, com alta de 39,4% nas vendas de carne suína e de 11,74% nas de frango.
Herlon Brandão, diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação do ministério, afirmou que já existia uma tendência de queda nas exportações de carne bovina desde o começo do ano, antes da Operação Carne Fraca.
Entre janeiro a março, as vendas do produto caíram 5,1% pela média diária em relação ao primeiro trimestre de 2016. O valor total exportado caiu 1,99% no mesmo período, de US$ 1,104 bilhão para US$ 1,082 bilhão.
Brandão também disse que os prejuízos causados pela fraudes descobertas na operação foram revertidos. “Foi um susto, mas notamos que rapidamente os embarques se normalizaram e ainda encerrou o mês com crescimento na exportação de carnes”, afirmou.
Jornal GGN