Filho do ex-governador Mario Covas, o presidente do diretório municipal do PSDB de São Paulo, vereador Mario Covas Neto, afirmou, nesta quarta-feira (27), que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi “corajosa e independente” e que os ministros da Corte se basearam em “evidências muito fortes”. Covas Neto defendeu o afastamento definitivo de Aécio do comando nacional do PSDB, mas afirmou que o tucano, a princípio, não deve ser suspenso nem expulso do partido.

Ontem, os ministros da Primeira Turma do Supremo, por 3 votos a 2, determinaram o afastamento do mandato e o recolhimento noturno do senador em casa. A prisão de Aécio foi negada por todos os ministros, que não consideraram ter ocorrido flagrante de crime inafiançável.

“[Os ministros] tomaram uma atitude tão corajosa, independente, que têm que ter muita convicção de que se não tomassem seriam acusados de omissão”, afirmou Covas Neto, o Zuzinha, . “As evidências são muito fortes”, disse o dirigente do PSDB.

Para o tucano, é importante ter cautela sobre a atitude do Supremo, para evitar uma suposta interferência do Poder Judiciário sobre o Legislativo. “Mas está muito claro é que o Supremo só tomou atitude porque achou que as evidências são fortes demais, senão não faria isso”, reforçou.

Zuzinha, no entanto, afirmou que Aécio deve ter garantido o direito de defesa, porque “há muitos casos de pessoas condenadas porque evidências eram fortes, mas que depois se comprovou que não eram. “Tem que dar crédito a alguém que tem uma vida política longa”, disse.

As informações são de reportagem de Cristiane Agostine no Valor.