O presidente nacional da Aprosoja, Antonio Galvan (dir.) em ato a favor do governo Bolsonaro.
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O Essencial DCM

Manifestantes da Via Campesina Brasil invadiram, nesta quinta (14), a sede da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja), em Brasília.

O protesto teve o objetivo de denunciar o modelo excludente e concentrador de renda representado pelo agronegócio.

A Aprosoja é alvo de investigação da Polícia Federal por financiar os atos golpistas do 7 de setembro.

Antonio Galvan, presidente nacional da organização, prestou depoimento à Polícia Federal no dia 23 de agosto por suspeita de financiar os atos.

O STF bloqueou cerca de R$ 20 milhões da Aprosoja na véspera das manifestações. Os valores são divididos entre a Aprosoja-MT e a nacional.

A quantia consta em um ofício encaminhado no dia 14 de setembro pelo Banco do Brasil e ao ministro da Corte Alexandre de Moraes.

MST ocupa sede do agronegócio em protesto

O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) ocupou a sede do agronegócio em Brasília (DF). O imóvel é da Associação dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja). A manifestação é da Via Campesina e se dá como “ação simbólica” contra a fome.

Além do Distrito Federal, são alvos de atos outras regiões do país. protestos em Recife (PE), Vitória (ES), Porto Velho (RO) e Florianópolis (SC). São cerca de 200 militantes, segundo o movimento.

“A ação denunciou o protagonismo que o Agronegócio cumpre no crescimento da fome, da miséria e no aumento do preço dos alimentos no Brasil. Neste ano, o Agronegócio, com a produção de soja, milho e cana-de-açúcar, principalmente, está batendo recordes de exportações e lucros”, diz o MST em nota.