Mais uma vez, o presidente Michel Temer (MDB) cancelou a viagem que pretendia fazer pelo Sudeste Asiático. O presidente pretendia deixar o Brasil no dia 5 de maio e voltar dia 14 do mesmo mês para visitar Cingapura, Tailândia, Indonésia e Vietnã.

O primeiro cancelamento da viagem foi por recomendação médica. Já a nova suspensão coincide com a decisão da Polícia Federal (PF) de prorrogar as investigações de um inquérito que investiga um possível favorecimento da companhia portuária Rodrimar.

O Palácio do Planalto alega que a decisão foi tomada para acompanhar votações importantes no Congresso.

A PF também investiga Temer por suspeitas de lavagem de dinheiro. O emedebista diz que as denúncias são “perseguição criminosa disfarçada de investigação”.

Na quinta-feira, Maristela Temer, filha do presidente, vai prestar depoimento para a PF. A investigação procura saber se Maristela teve sua casa reformada como contrapartida por vantagens indevidas.

Segundo a Folha de S. Paulo, Temer foi aconselhado a ficar no Brasil para orientar sua defesa jurídica.

Durante seu mandato, Temer foi ignorado por líderes internacionais que vieram para a América Latina, como a chanceler alemã Angela Merkel, o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence — que visitou Argentina, Chile, Colômbia e Panamá em 2017, e o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe.

Pence, todavia, anunciou recentemente que virá ao Brasil em maio.

Já Temer fez raras viagens internacionais e focou em suas saídas do país a participação em fóruns internacionais como a Cúpula das Américas e o G20.

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