Muamar Kadafi, o “leão do deserto”, enviou uma gravação de voz minutos antes de sua morte em Sirte, sua cidade natal, para as filhas Hana e Aisha.

Foi uma mensagem de despedida. Ele sabia que seria assassinato, martirizado; afinal, 40 países se uniram vergonhosa e covardemente para atacar um pequeno país com pouco mais de 6 milhões de habitantes. Crimes de Kadafi: lutar por justiça e liberdade na Líbia e em diversos países do mundo, criar o Banco Central da África para substituir o dólar por uma moeda local lastreada em ouro, denunciar a farsa das democracias ocidentais onde o eleitor dá um cheque em branco para ser roubado pelos políticos eleitos, distribuição da riqueza entre seu povo etc.
Cansado, mas não vencido, Kadafi retornou à sua terra natal, Sirte, para esperar a morte. Bombardeiros aéreos atacavam vilas e cidades líbias, e mercenários regiamente pagos pelas potências ocidentais faziam o trabalho sujo em terra.
Mas ainda assim Kadafi resistiu, lutou até o final, como um verdadeiro “leão do deserto”.  Foi martirizado após ser capturado por mercenários estrangeiros. Um míssil acertou o veículo em que ele era transportado. A maioria dos ocupantes morreu, mas Kadafi ficou ferido e semi acordado. Neste momento os mercenários o capturaram e martirizaram.
Ao receber a notícia a então Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, estava na Líbia e transmitiu ao mundo a notícia da morte de Kadafi, sorrindo, como uma hiena.
José Gil
Leia a seguir as última palavras de Muamar Kadafi:
A última gravação de Gaddafi foi publicada hoje pela família de Kadafi:
Eu sou o teu pai Hana
Eu sou o teu pai Hana
Eu sou seu pai Aisha
Eu sou seu pai Aisha
Deixo-te com orgulho, não com desonra
Morte morte, mas não desonra
Fogo, mas não desonra
Vou embarcar esta noite numa operação de ataque,
para quebrar o cerco a Sirte e eu talvez
ser martirizado nesta operação.
Não fique triste.
Não chores.
Ulula oh Hana! Ulula oh Aisha! Ulula oh Safia!
Serei martirizado numa batalha, confrontando 40 países de agressão.
Durante a duração de 40 anos, isso é porque sou o campeão da liberdade.
O apoiador das nações, na batalha da libertação.
O campeão da paz, quando a paz é uma opção construída sobre justiça.
O libertador da Líbia. O construtor do Jamahiriya.
O construtor da era das massas.
Se eu for martirizado esta noite, então é na defesa e apoio de todos estes nobres objectivos.
Em defesa das mulheres de Sirte.
Em defesa das mulheres da Líbia.
Em defesa das mulheres de África.
Em defesa da mulher árabe.
Pelo Islã.
Apresento a minha alma, como redenção e sacrifício em toda a tua honra.
Não tenho medo nesta noite da morte e nunca tive medo da morte.
A morte é aquilo que me teme.
É aquilo que tem medo de mim.
Estou avançando sobre a morte, em abundância e em toda a fé.
Traição é aquilo que nos perdeu Tripoli e nos perdeu Sirte.
Traição exclusivamente, nem homens nem armas.
Tenha sempre orgulho de mim e o meu país terá orgulho de mim;
à frente do mundo e a minha Ummah estará orgulhosa de mim.
Não fique triste, mas fique orgulhoso.
Não fique triste, mas seja orgulhoso, seja orgulhoso, tenha orgulho.