Maristela Mendes, herdeira e seguidora da tradição

O idealizador das famosas balas de banana de Antonina, Bananina (considerado o doce mais tradicional do litoral do Paraná), foi Edmundo Andretta, vendedor de doces e balas. “Ele percorria todo o estado do Paraná vendendo seus produtos, e seus clientes pediam uma bala de banana igual a que se vendia em Santa Catarina, quadradinha, preta, com açúcar cristal em volta. Então ele foi em busca destas balas para revender, e viu ali a oportunidade de fabricar a própria bala de banana. Veio com a família para Antonina, e em 1980 começou a bala de banana Pilar; anos mais tarde, vendeu a fábrica para a família dos atuais proprietários, e começa uma nova história”, conta Maristela Mendes.

Antonio Olmir  Mendes, conhecido como Miro Mendes, em 1972 mudou-se com a família de Curitiba para o litoral do Paraná, para trabalhar numa fábrica de conservas de palmito. Em 1986 recebeu a proposta de comprar a fábrica de balas de banana de Edmundo, proprietário da fábrica. Miro adquiriu a empresa até então localizada na frente do Armazém Macedo, ao lado da Catedral Matriz de cidade. Miro já tinha ideia de transferir a fábrica de balas para o mesmo local onde havia a fábrica conservas de palmito, na entrada da cidade, no bairro Barigui. Ele fez as medições para a construção da nova fábrica de balas de banana, mas veio a falecer em 1995. Para dar continuidade ao sonho do pai, os familiares seguiram em frente com a fábrica e hoje, na terceira geração, a fábrica é administrada por Maristela Mendes e sua filha Bárbara.

Segundo Maristela, a  receita da bala de banana é bem tradicional e se mantem até hoje na fábrica Bananina: “a banana madura é cozida, até chegar ao ponto de bala, é cortada em grandes pedaços ainda quente, depois esfria naturalmente para ser cortada novamente em quadradinhos, recebendo o açucar cristal.  Nós fazemos aqui da mesma forma que era feito no passado, de forma artesanal. Usamos até o mesmo maquinário, já que as únicas partes mecânicas são usadas para cortar em quadradinhos e embrulhar. E assim temos um doce saudável, nutritivo, sem conservantes ou aditivos químicos”, afirma Maristela.

A fama das balas de banana de Antonina ganhou o litoral, as cidades paranaenses e hoje são encontradas até mesmo em alguns países da Europa e continente latino-americano.

Atualmente a empresa conta com um espaço destinado ao turista.

Maristela Mendes justifica: “Recebemos turistas do país e do exterior, além daqueles do turismo receptivo, que descem a serra de trem até Morretes”.

O espaço conta com um café e uma deliciosa torta de banana. Os visitantes encontram souvenirs de criação da casa, camisetas, chaveiros, adesivos, imãs de geladeira entre outros artigos.

No momento desta matéria um casal de turistas visitava a fábrica de balas, Elder e Bruna de São Bernardo do Campo, São Paulo. Eles fizeram questão de tirar fotos ao lado da proprietária, Maristela, e comentaram que souberam da fábrica através do programa do Richard Rasmussen sobre Antonina. Após uma estadia na Ilha do Mel, incluíram uma visita a Antonina para conhecer a cidade e visitar a fábrica de balas de banana.

Além da tradicional bala de banana,  a empresa fabrica balas de bananas com sabores, de gengibre, canela, goiaba, amendoim, pimenta, côco e abacaxi. No período natalino fabrica também a bala de banana sabor panetone (de 25 de novembro a 25 de janeiro). Tem também a linha diet sem adição de açúcar.

Maristela, a proprietária, é presidente da Associação Agroindustrial do Paraná, e por esse motivo trabalha para valorizar os  produtores locais e do nosso estado. Na loja são encontrados produtos famosos como mel de Prudentópolis, doce de leite de Ourizona, bolachas de Campo Largo, conservas de Morretes, farinha de mandioca de Guaraqueçaba, barreado congelado, banana passa e melado de Antonina.

A loja da fábrica de balas funciona das 9 às 18 horas. Visitas à fábrica, para ver a produção de balas de banana, das 9 às 12 horas e das 13h30 às 16h30.

Telefones 41 3432.1383 e 99189.4697

Endereço: Rua Zung Sui Shen, 91, Jardim Barigui, na entrada de Antonina. Site www.industriafloresta.com.br.