No país das pataquadas parece que o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, continua mandando no país desde a sua cela na prisão em Curitiba.

O último grande feito de Cunha – além dos sucessivos escândalos de corrupção – foi censurar a distribuição do livro “Diário da cadeia”.

Confira a seguir a nota distribuída pela Editora Record:

NOTA À IMPRENSA

A Editora Record informa que interpôs, na última sexta-feira, 7 de abril, recurso no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro solicitando, entre outros pedidos, a liberação do romance “Diário da cadeia”.

Acreditamos que esse é o momento oportuno para alguns esclarecimentos:

– A editora jamais divulgou que o livro é uma autobiografia ou algo do gênero. Do mesmo jeito, fica claro na capa que o autor não é o senhor Eduardo Cunha, mas, sim,um pseudônimo, recurso artístico bastante antigo;

– O livro está registrado como um romance e começou a ser distribuído, antes da proibição, como uma obra de ficção para as livrarias;

– A editora vê com grande preocupação o impedimento à circulação de uma obra ficcional.

Dessa forma, a Editora Record renova sua mais absoluta crença na liberdade de criação, na circulação livre e ampla da literatura e no aspecto desafiador da ficção.

Na verdade, nossa crença é na democracia. Vamos lutar por ela, por nossos livros e por nossos autores até o nosso último recurso. Essa é uma das funções mais importantes de uma editora e dela não abriremos mão.