Durante a assembleia do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas realizada em Genebra, 57 países assinaram um documento manifestando apoio ao governo venezuelano de Nicolás Maduro

O governo da Venezuela recebeu um forte apoio dentro do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas em Genebra, na semana passada, quando 57 países assinaram um documento convincente repudiando as tentativas de intervenção estrangeira nos assuntos internos da Venezuela – EUA, OEA, Mercosul, entre outros.

Nos últimos dias a imprensa ocidental tem realizado campanha agressiva contra o governo de Maduro, obedecendo – de forma criminosa – a estratégia política norte-americana de intervenção na Venezuela, o país maior produtor de petróleo do continente americano.

A declaração abaixo foi assinada pela Rússia, China, Índia, África do Sul, Irã, Vietnã, Argélia, Egito, Jordânia, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Paquistão, Iraque, Líbano, Líbia, Angola, Etiópia, Palestina, Qatar, Belarus, Arábia Saudita, Azerbaijão, Síria, Equador, Bolívia, Cuba, Nicarágua, São Vicente e Granadinas, São Cristóvão e Nevis, Dominica, Bahrein, Comores, Djibuti, Somália, Sudão, Tunísia, Iêmen, República Democrática Popular da Coreia, Eritreia, Namíbia, Laos Filipinas, Sudão do Sul, República do Congo, Burundi, Zimbabwe, Myanmar, Timor Leste, Tajiquistão, Omã, República Democrática do Congo, Nigéria, Guiné Equatorial, Mauritânia, Moçambique, Togo e Venezuela.

Segue-se o texto integral da referida declaração:

 

Declaração conjunta em apoio da Venezuela:

 

  1. Reconhecemos como imperativo para todos os Estados respeitar a soberania da República Bolivariana da Venezuela, de acordo com os princípios universais de não-interferência nos assuntos internos estabelecidos na Carta das Nações Unidas.

 

  1. Nós acreditamos que é o povo venezuelano quem competem determinam exclusivamente o seu futuro sem interferência externa.

 

  1. Apoiamos o governo constitucional da República Bolivariana da Venezuela em seu compromisso de preservar a paz e manter as instituições democráticas do país e a sua determinação em assegurar o pleno respeito dos direitos humanos e das liberdades fundamentais na Venezuela.

 

  1. Apoiamos o chamado repetidamente feito para o diálogo político com o presidente Nicolas Maduro entre os diferentes setores que formam a vida na Venezuela, a fim de preservar a paz e assegurar a estabilidade das instituições democráticas.

 

  1. Congratulamo-nos com os esforços louváveis ​​no sentido de diálogo político e de paz pela União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e ex-presidentes Jose Luis Rodriguez Zapatero da Espanha; Martín Torrijos do Panamá; e Leonel Fernandez, da República Dominicana, junto com o enviado especial da Santa Sé.

 

  1. Apoiamos também a incorporação da América Latina e do Caribe para promover o diálogo político na Venezuela, a saber: El Salvador, Nicarágua, República Dominicana, Uruguai e Estados-Membros da CARICOM.

 

  1. Condenamos qualquer ação que perturbe a paz, tranquilidade e estabilidade democrática, minando as instituições democráticas da República Bolivariana da Venezuela e ameaçando a sua soberania.

 

  1. Acreditamos que a comunidade internacional deve capacitar e prestar assistência técnica com base na solicitação do país em causa para enfrentar os desafios dos direitos humanos no país.

 

Assinam 57 países