Por Flávio Arns, senador
Hoje completa 10 anos que a minha querida tia Zilda faleceu em uma missão no Haiti. Ela que, como médica sanitarista e pediatra, ajudou a diminuir a taxa de mortalidade infantil no Brasil e em diversos países do mundo por meio do maravilhoso trabalho desenvolvido pela Pastoral da Criança. O trabalho que a tia Zilda começou em 1983, em Florestópolis, atualmente está presente em mais oito países da América Central, América do Sul, África e Ásia. No Brasil, a Pastoral conta com o trabalho de mais de 130 mil voluntários e está presente em quase quatro mil municípios.
A tia Zilda faleceu em Porto Príncipe, após uma palestra na igreja Sacre Coeur de Tugeau, em meio a uma tragédia causada pelo terremoto que destruiu a cidade e deixou mais de 200 mil mortos. Naquela ocasião, estive no Haiti acompanhando o trabalho dos militares brasileiros e pude ver de perto aquele quadro dramático e chocante.
Foi um momento de dor para a nossa família e para o mundo. Mas o legado deixado pela tia Zilda e, principalmente, seu exemplo de humildade, amor ao próximo e resiliência se fortalecem a cada dia, atenuando a saudade que todo o Brasil sente dela.
Seguimos em frente, sabendo que ainda podemos contribuir com a linda história deixada por ela na luta por um mundo mais justo e fraterno. Que hoje e sempre possamos praticar a solidariedade, lembrando o que ela sempre nos dizia: “A solidariedade é a chave de tudo”.
Flávio Arns
Senador